Com pandemia ou não, Belivaldo precisa decidir quem serão seus preferidos em 2022


Foto: Carlos Gibaja / Governo do Ceará

Há pouco mais de um ano e meio para as eleições de 2022, a classe política - mesmo usando a pandemia como subterfúgio para se negar a conversar sobre política publicamente - anda se movimentado nos bastidores e de forma alucinante.


Entre as candidaturas majoritárias à cadeira do Palácio do Governo Augusto Franco, as coisas vêm se afunilando e sempre param em dois nomes: Rogério Carvalho pelo PT e Fabio Mitidieri no PSD. No campo da conjectura, especula-se ainda um terceiro nome, que vem ganhando força desde a última semana, o prefeito da capital, Edvaldo Nogueira.

A questão agora é quem conseguirá o apoio do atual governador, Belivaldo Chagas.


Se por um lado o comandante geral ainda não definiu quem apadrinhará na disputa pelo cargo do governador, para o Senado as coisas parecem mais claras. Há um único nome circulando nos bastidores, e vem se consolidando mês a mês, o ex-deputado federal, André Moura. Moura é detentor de duas siglas fortes no cenário político estadual (PSC e PSL) além de um histórico positivo de feitos pelo Estado de Sergipe. Em oito anos de Congresso Nacional, ele deixa muita gente saudosa pelo seu trabalho, arrancando declaração até de Belivaldo. O governador chegou ao ponto de dizer publicamente, que se tivesse André como parlamentar em Brasília, seu mandato não teria tantas dificuldades como as encontradas hoje.


Em entrevista à rádio, SIM FM, de Carmópolis, essa semana, um dos principais “rivais” de André, em eleições passadas, o dep. Fed. Fábio Mitidieri, minimizou os embates memoráveis de outrora. “Eu tenho uma rivalidade localizada com André, mas em outros lugares somos aliados de palanque”, disse. Fábio afirmou ainda que o ex-deputado hoje é governista. Com a declaração, Mitidieri, deixa claro que uma dobradinha entre eles seria mais que bem-vinda.


Finalizando suas declarações, Fábio, nas entrelinhas, intimou André a se definir logo. “André tem que se definir se vai para o Senado ou para Câmara Federal. É uma decisão que só compete a ele, mas tenho certeza que terá uma boa aceitação, pois André tem bom convívio com as bases”, disse o pré-candidato a governador.


Do outro lado, um flerte entre Rogério Carvalho e André Moura também é notado, desde o pleito de 2020, com as alianças formadas em vários municípios, a exemplo de Lagarto, com a família de Valmir Monteiro.


Rogério não confessa, nem descarta a possibilidade de tê-lo como candidato a senador em 2022. Superando de vez alguns entraves como a questão do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.


Já as aparições de André e Edvaldo Nogueira, não são novidade. O próprio prefeito da capital comenta o sentimento de gratidão pela ajuda de André, que garantiu o sucesso da sua administração liberando recursos e obras que transformaram Aracaju.


A verdade de hoje é que os caminhos de André Moura estão abertos e as possibilidades da pavimentação da sua candidatura ao Senado estão fluindo por todos os lados. Para definir o futuro dele basta uma consolidação da chapa governista, tendo Belivaldo Chagas, como fiel da balança.


Nesta colcha de fuxico, cabem claro, ainda muitas conversas. As datas para os anúncios desses conchavos de hoje e alianças futuras podem começar em setembro ou se estenderem até março. E olha quem nem falamos nos nomes dos possíveis vices. Quem viver, verá! Até lá, vamos engolindo a desculpa de que ainda não é hora de falar em política por causa da pandemia.

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